anuncie na Folha do Centro - ligue - (21) 96471-7966 Edição N° 325 - Junho de 2024.
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Projeto de Canoagem Transforma a Vida de Jovens de Comunidades Cariocas

VIDAS ENRIQUECIDAS ATRAVÉS DO ESPORTE
O Amor dá frutos. Foi uma história de amor o embrião do clube Guanabara Va'a, que tem um projeto social de levar a canoagem polinésia (muitas vezes chamada erroneamente de Havaiana) para jovens carentes.
Foi no mar que a psicóloga Maíra Pila conheceu seu parceiro Luiz Marcelo Malzone, remador há dezenove anos e vice-campeão pan-americano. Ela estava em uma canoa quando foi avistada por ele em outra. Ele conseguiu entrar em contato, mandou mensagem e o romance logo se tornaria um projeto para transformar vidas através do esporte.
"Começamos a encomendar umas canoas, e já começamos a pegar escolas do entorno, no Largo do Machado. As canoas ficam no Flamengo. Conseguimos os primeiros alunos do projeto, de 14 a 19 anos, que é onde competem na categoria júnior", conta Maíra.
Quando tudo começou, a primeira canoa era emprestada. Depois vieram as encomendas das canoas próprias e a ajuda da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer e a inclusão no programa Rio em Forma, que oferece aulas gratuitas, de diversas modalidades na cidade.
Antes da psicóloga Maíra praticar esporte com seriedade e se tornar atleta, (uma trajetória que começou com um aprendizado de natação no mar para poder levar a filha pequena para andar de canoa), ela já tinha sua vocação para projetos sociais, tendo inclusive trabalhado com menores em prisões. "Pensei que eu queria um projeto com comunidades do entorno que não tem acesso a projetos aquáticos. É tudo indoor", contou.
Foi uma oportunidade para estes jovens, que acabaram vindo também de lugares mais distantes que o entorno. O projeto hoje tem alunos da Maré e da Pavuna remando. Jovens que passaram a sonhar com competições. Atualmente o Guanabara Va'a tem 50 alunos pagantes, muitos ajudam e apadrinham alunos do projeto. Também são feitas, umas vivências corporativas, uma remada empresarial para determinados grupos. As aulas são duas dos pagantes e a terceira do projeto social. "Só temos apoio e não temos patrocínio, mas fazemos sanduíches para os 18 jovens terem um lanche depois do treino. O projeto social tem várias questões. Não é só dar aula de canoa havaiana, tem que falar com as famílias, checar boletim, eles precisam falar com respeito, tem todo o contexto. O que eles aprendem ali, é para eles levarem para a vida, seja qual for as carreiras que eles escolham", explica Maíra. "É como um algo para o bem maior. Você precisa ver os meninos no mar".

 

 
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