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PAR Carioca: ponto de acolhimento no Centro do Rio revela-se eficiente no combate à situação de Vulnerabilidade

PROGRAMA "SEGUIR EM FRENTE" REGISTROU RECENTEMENTE MAIS DE 800 PESSOAS RETIRADAS DA SITUAÇÃO DE RUA
Situado na Avenida Henrique Valadares, o Ponto de Apoio na Rua (PAR Carioca) é o ponto de acolhimento do Programa "Seguir em Frente", no Centro do Rio. O Programa já contabiliza a retirada de 840 pessoas da situação de rua em que, a maioria delas, precisava apenas de uma chance para começar a reestruturar suas vidas.
A unidade no Centro busca atrair e dar uma primeira abordagem à população em situação de rua, e funciona de portas abertas 24 horas por dia. O local de acolhimento oferece os serviços de lavanderia, armários com cadeado, barbeiro, banho, distribuição de kits de higiene e vestuário, atendimento pelas equipes do Consultório na Rua, ações de prevenção em saúde, saúde mental, auxílio para emissão de documentos, atendimento veterinário para os animais com microchipagem e vacinação.
"O Programa Seguir em Frente foi criado para cuidar da população que mais precisa do apoio do estado brasileiro. Não podemos mais tolerar ver as pessoas caídas nas ruas e não dar uma assistência. O objetivo é criar vínculo, para que elas deixem a situação de rua e se reinsiram à sociedade e ao mercado de trabalho", disse o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz.
O Secretário ressaltou ainda, o papel do PAR Carioca na estratégia do programa: "Aqui nós cuidamos e mostramos a essas pessoas que podemos e estamos dispostos a apoiar seu caminhar. Os moradores e trabalhadores do Centro já percebem os resultados, reconhecendo o ex-morador de rua que agora atua na retirada de pichações, limpeza e aprendendo uma profissão", concluiu o Secretário.
Uma vida nova e digna foi o presente que o auxiliar de enfermagem Gilberto Rocha Rosa, de 60 anos, ganhou dias antes do Natal, quando aderiu ao Programa Seguir em Frente. Desempregado, vivia nas ruas da cidade havia cerca de um ano. Na Praça da Cruz Vermelha, no Centro, ficou sabendo do PAR Carioca e logo recebeu atendimento antes mesmo da inauguração oficial — que aconteceu no dia 21 de dezembro. Hoje, Gilberto dorme em uma cama limpa e confortável e, o melhor, foi contratado pela própria SMS como agente redutor de danos. Agora, ele trabalha ajudando outras pessoas que, após perderem tudo, receberam uma nova chance.
"Eu estava em situação de rua por falta de trabalho. Usei álcool e drogas. Nas ruas, a gente era tratado à margem, como vagabundos. Mas muitos dos que estão na rua não são à margem, inclusive gostariam de estar incluídos na sociedade. Aqui estou vendo muitos dos que estavam comigo lá e que não são vagabundos, agora estão trabalhando, se reintegrando", diz Gilberto, que já faz planos para os próximos meses, quando quer reencontrar filhos, netos e irmãos, de quem se afastou quando foi para as ruas. Ele também planeja pagar aluguel de uma casa com o seu salário e, uma vez restabelecido, seguir em frente.
Depois do acolhimento no PAR Carioca, Gilberto foi encaminhado para a RUA Sonho Meu (Residência e Unidade de Acolhimento), em Cascadura. Lá, todos os abrigados têm a chance de aderir a estágios em que executam serviços e recebem bolsas proporcionais às horas ocupadas, para que possam, num futuro próximo, retornar ao mercado de trabalho formal. A unidade foi inaugurada no dia 23 de dezembro, junto com o CAPSad III Dona Ivone Lara, que funciona de maneira integrada com as outras duas unidades, ofertando atendimento multiprofissional e individualizado.
Entenda o Programa Seguir em Frente
O Programa Seguir em Frente é o plano de ação e monitoramento para efetivação das medidas de proteção à população em situação de rua na cidade do Rio de Janeiro. O planejamento estabelece diversas medidas de acolhimento, assistência social e saúde para o cuidado e diagnóstico desse grupo populacional mais vulnerável. O objetivo é criar condições para a ressocialização, promovendo a reinserção no mercado de trabalho e resgatando a cidadania.
A proposta do projeto é, em cinco fases sequenciais, criar condições para que as pessoas saiam das ruas para unidades de acolhimento; promover o tratamento de saúde que cada um precise; dar ocupação remunerada, no próprio projeto, em atividades de interesse público ou em instituições parceiras; construir um futuro com a preparação para o mercado de trabalho e geração de renda; conquistar autonomia para deixar o programa e seguir em frente, reinserido na sociedade e com a cidadania resgatada.

 

 
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