ANUNCIE NA FOLHA DO CENTRO - LIGUE TEL. 2242-9344 Edição N° 281 - Fevereiro de 2020.
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O Carnaval na Avenida Presidente Vargas

Dentro de poucos dias, as escolas de samba do Rio de Janeiro estarão cumprindo um ritual que se repete todos os anos no carnaval desde 1932. Naquele tempo, as escolas de samba e o próprio samba eram apenas meros coadjuvantes no carnaval da cidade, onde os protagonistas da festa eram os ranchos, corsos e as grandes sociedades.
Os ranchos eram a principal atração do carnaval da cidade, seguidos pelas grandes sociedades, que carregavam grande prestígio e popularidade, e também os corsos que eram voltados à elite carioca. Só anos mais tarde o samba ganharia status, sendo saudado como a verdadeira música brasileira. O gênero foi alçado à condição de símbolo nacional com ajuda do governo federal, em meio ao projeto político do Estado Novo de Getúlio Vargas.
A Avenida Presidente Vargas foi um dos principais palcos do desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro. No início, apenas quatro agremiações, que desfilavam com aproximadamente 100 pessoas cada, participaram do torneio de 1932, na antiga Praça Onze: Estação Primeira de Mangueira, Vai Como Pode (atual Portela), Cada Ano Sai Melhor e Unidos da Tijuca.
O desfile até então era bastante simples, bem diferente dos grandiosos espetáculos de hoje. Não havia sequer a obrigatoriedade de um enredo, o que, inviabiliza o uso do termo “samba-enredo” nesse período. A Mangueira, que acabou sendo a grande campeã, foi a única a optar por um tema.
Cada escola podia se apresentar com até três sambas durante o desfile, que eram bem diferentes dos sambas-enredo de hoje. A estrutura consistia basicamente de um refrão fixo, seguido por versos improvisados. A letra não precisava fazer menção ao tema. O mesmo acontecia com as fantasias: não representavam o tema do desfile.
Os carros alegóricos, característicos das grandes sociedades e dos corsos, também foram incorporados aos desfiles das escolas de samba. A primeira alegoria surge em 1935, quando a Portela apresenta um globo terrestre para ilustrar o enredo ‘O samba dominando o mundo’. A consagração dos carros alegóricos como parte do desfile se deu apenas na década de 1970.
De lá para cá, as escolas de samba se reinventaram diversas vezes, apoderando-se muitas vezes de elementos externos. Uma das maiores transformações aconteceu a partir do início da década de 1960, com os desfiles do Salgueiro, que imprimiram uma nova linguagem aos desfiles. Atualmente, a Av. Presidente Vargas é usada para a concentração das escolas antes de entrarem na Av. Marquês de Sapucaí, palco oficial da festa.

 

 
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