FOLHA DO CENTRO - ESTÁ COMPLETANDO 24 ANOS EM AGOSTO Edição N° 273 - Junho de 2019.
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  Fala Dr.  
Quando usar gelo e quando usar calor em lesões?

*Ana Paula Simões
Existe muita confusão sobre quando usar gelo e quando usar calor para tratar lesões, o que é lamentável, pois gelo e aquecimento - crioterapia e termoterapia, respectivamente - são tratamentos que valem a pena e são baratos, com riscos mínimos. Porém muitos pacientes e atletas deixam de fazê-los devido às dúvidas.
Podemos dizer, em resumo, que o gelo é para os ferimentos, traumas, lesões agudas e o calor é para os músculos, contraturas e, eventualmente, lesões crônicas.
Quando usar o calor:
Função: fazer vasodilatação, usado principalmente para os músculos. Ele ajuda a aliviar a dor de espasmos musculares, pontos de gatilho (espasmos localizados ou nós musculares) e o estresse psicológico (que pode ser um fator importante em muitos problemas de dor).
Quando usar o gelo:
Função: fazer vasoconstricção nos tecidos danificados ou solicitados em excesso que estão inflamados, vermelhos, quentes e inchados (sinais flogísticos). O processo inflamatório é um processo saudável, normal, natural, mas, quando ocorre em grande quantidade, pode ser incrivelmente doloroso. Crioterapia é apenas uma forma mais leve, sem drogas, de controlar a dor da inflamação e prevenir que o processo inflamatório chegue de forma exagerada.
Quando não usar:
O calor pode piorar a inflamação, e o gelo pode piorar os espasmos musculares. Eles têm potencial para causar algum dano leve quando usados erroneamente ou por tempo prolongado. Ambos são inúteis quando utilizados de forma contrária à sua preferência. Por exemplo, gelo, quando já se sente contraturas.
Adicionar calor em um processo inflamatório, (quando o local já está quente) pode deixá-lo pior! Exemplo: aquecer um joelho recém-ferido pode inchá-lo mais, pois a circulação será aberta e mais sangue chegará ao local, gerando mais dor devido ao volume e células inflamatórias que ali estarão em grande quantidade.
Estas são regrinhas básicas para a população geral, mas, se as dores persistirem, procure um médico.
*Ana Paula Simões é Professora Instrutora da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de e Mestre em Medicina, Ortopedia e Traumatologia e Especialista em Medicina e Cirurgia do Pé e Tornozelo.

 

 
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