FOLHA DO CENTRO - 23 ANOS DE EXISTÊNCIA Edição N° 273 - Junho de 2019.
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Trilha do Mirante da Cascatinha

Localizada no coração da cidade, a poucos minutos da maior parte dos bairros do Rio, uma deslumbrante floresta urbana, que foi parcialmente replantada e se desenvolveu ao longo dos anos por processos naturais de sucessão ecológica,numa área com cerca de 3.200 hectares, tem a grande vantagem de mesclar centenas de espécies da fauna e da flora só encontradas na Mata Atlântica.
A Floresta da Tijuca possui recantos e atrativos históricos que merecem ser visitados, como: a Cascatinha, a Capela Mayrink, o Mirante Excelsior, o Barracão, a Gruta Paulo e Virgínia, o Lago das Fadas, a Vista Chinesa e o Açude da Solidão, pontos freqüentados por famílias inteiras nos fins de semana.
A Floresta da Tijuca é parte do Parque Nacional da Tijuca. Com 3.972 hectares, é uma das maiores áreas verdes urbanas do mundo. Grande parte de sua vegetação é de reflorestamento em substituição às fazendas de café e foi efetuado na época do Brasil império.
Parte da vegetação é de espécies exóticas que, em alguns casos, acabou por originar problemas, como por exemplo a jaqueira. Ao ser introduzida, demonstrou excelente adaptação, convertendo-se atualmente em um problema, uma vez que, pelo seu porte avantajado e o de seus frutos (dos quais sessenta por cento das sementes vingam), é tida quase como uma praga.
O local é um importante área de lazer com trilhas e espaços privilegiados para prática de esportes, ciclismo, corrida e montanhismo. Dispõe de praças com brinquedos para crianças, espaços reservados para churrascos, confraternizações familiares e comunitárias e restaurantes.
A administração do Parque oferece passeios com guia aos sábados e domingos e, mediante agendamento, para escolas e grupos durante a semana. Diferentes empresas especializadas em turismo de aventura e ambiental também realizam passeios pela floresta. Na área cultural, abriga o Museu do Açude.
Mirante da Cascatinha
O nome da trilha vem da Cascatinha Taunay, que é a estrela da vista quando a gente chega no mirante. A cascatinha foi batizada em homenagem a Nicolas-Antoine Taunay, o pintor francês que acompanhou a missão artística francesa no Brasil em 1816.
Em 1860, o engenheiro Job de Alcântara foi encarregado pelo Governo Imperial de construir a bela ponte de pedras, em formato de arco romano, que fica em frente à Cascatinha Taunay. A mais alta cascata do PNT é formada pela queda das águas do Rio Tijuca, do Rio Conde e de outros afluentes. Em 1817, o artista Nicolas Antoine Taunay construiu uma pequena casa perto da cascatinha e, encantando, imortalizou a beleza da queda d’água em seus quadros. Ele se tornou o grande anfitrião da floresta, organizando reuniões para a corte. A casa de Taunay foi demolida em 1946. No local, foi construído o antigo restaurante Cascatinha, que, atualmente, se encontra em processo de preparação e reforma para abrigar um café e novo restaurante.
A trilha, com duração de 1h30, com uma intensidade média a moderada, permite paradas para descanso, mas tem terreno irregular e caminhos escalonados. Ao fim, o mirante dá para uma vista que inclui não só a Cascatinha, mas também a Pedra do Conde, o Pico da Tijuca e uma pequena parte da Zona Portuária do Rio.

 

 
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