FOLHA DO CENTRO - ESTÁ COMPLETANDO 24 ANOS EM AGOSTO Edição N° 271 - Abril de 2019.
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Prefeitura não repõe lixeiras do Centro e lixo se espalha pelas ruas do bairro

A ausência de lixeiras nas ruas do Centro do Rio é um problema que persiste desde que as caçambas de lixo e papeleiras foram retiradas do bairro. A má conservação e a quantidade inadequada de lixeiras está comprometendo a limpeza da região central e o lixo está se acumulando em locais inadequados pelas ruas. A população do bairro está incomodada com o lixo nas vias públicas, e ao mesmo tempo com o hábito das pessoas de jogarem pequenos resíduos nas ruas, por conta da falta de locais apropriados para o descarte do lixo.
A comerciante Nathália Arantes trabalha na Av. Henrique Valadares e já fez inúmeras reclamações sobre a situação. “Quando as caçambas foram retiradas, nós pensamos que seriam substituídas por outras caçambas novas, mas isso não aconteceu. Ficamos sem as lixeiras e o lixo está em toda parte. Já fiz diversas reclamações no 1746, mas ninguém resolve essa situação”, desabafa Nathália.
Segundo a Comlurb, entre os anos de 2012 e 2018 foram instaladas 64.616 papeleiras no Rio. Dessas, 13.675 se perderam, sobretudo pelos roubos e atos de vandalismo, causas que chegam a representar 25% de perdas em algumas regiões. Atualmente, existem em torno de 30 mil papeleiras na cidade, menos da metade nos últimos seis anos.
A perda anual de lixeiras é estimada em cerca de cinco mil unidades, tanto por vandalismo quanto por necessidade de manutenção. Quando muito danificadas, as papeleiras são retiradas do local e entram no programa de reposição. No entanto, na prática não é o que se vê, pelo menos na região Central da cidade. “Na Cinelândia, por exemplo, você anda por grande parte do entorno e não encontra uma lixeira sequer. Na Lapa a situação é pior porque aos finais de semana as pessoas jogam todo tipo de lixo na rua. Se houvessem mais lixeiras, a situação poderia ser amenizada”, diz Ana Vitória, moradora da Rua do Riachuelo.
Na Avenida Rio Branco, uma das principais vias do Centro da cidade, existem apenas duas papeleiras, da Biblioteca Nacional, na Cinelândia, à Avenida Presidente Vargas. Em cada estação do VLT há quatro papeleiras, duas de cada lado do acesso e outras duas na saída. Na Avenida Rio Branco, conta-se nos dedos o número de caixas coletoras. Na área residencial do Centro, a ausência das lixeiras é ainda mais perceptível. A Comlurb não informou sobre quando as lixeiras serão recolocadas no bairro.

 

 
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