FOLHA DO CENTRO - ESTÁ COMPLETANDO 24 ANOS EM AGOSTO Edição N° 271 - Abril de 2019.
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Uma das mais antigas igrejas, na Rua Uruguaiana, segue interditada por risco de má conservação

O templo de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos, uma das mais importantes igrejas do Brasil continua interditada. A construção tem 283 anos e foi a catedral da cidade por mais de 70 anos. Com estimado valor histórico, a igreja foi a primeira a receber a família real portuguesa na chegada ao Rio de Janeiro.
O imóvel está em avançado estado de deterioração, com fiação exposta, infiltrações e parte do reboco do teto caindo sobre os assentos. A igreja já foi vitima de um incêndio em 1967 que destruiu a decoração original em estilo barroco. O imóvel, que pertence à irmandade, também abriga o Museu do Negro, que também segue interditado.
Os proprietários do imóvel foram intimados e não compareceram às audiências do Ministério Público, que pediu a interdição da igreja. O Iphan, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, disse ter alertado diversas vezes aos responsáveis sobre a necessidade de obras no local. O instituto responsável pela preservação do patrimônio histórico, informou ainda que não existe nenhum projeto e nem a intenção de investir em reformas na igreja.
A Arquidiocese do Rio de janeiro encaminhou pedido à justiça para que ela seja autorizada a administrar a igreja e consequentemente cuidar da sua conservação.
A irmandade proprietária da igreja se declarou falida. Os atuais responsáveis foram inclusive condenados pela justiça por estelionato pela venda ilegal de jazigos no Cemitério Parque Jardim da Saudade, que pertence à irmandade e pelo crime de associação criminosa
A histórica igreja, que remete ao período colonial, participou também de importantes momentos da história, servindo como local de reuniões da Câmara Municipal da cidade, de encontro dos abolicionistas e lá também foi redigido o Manifesto do Fico, onde pedia a permanência de Dom Pedro l no Brasil, em 1821.
O templo segue fechado e sem previsão de reforma ou reabertura, o que causa preocupação pelo fato de estar sob o risco de invasão, saque e destruição, assim como aconteceu com a Igreja de Nosso Senhor do Bonfim, em São Cristóvão, p

 

 
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