FOLHA DO CENTRO - ESTÁ COMPLETANDO 24 ANOS EM AGOSTO Edição N° 271 - Abril de 2019.
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Danificado novamente, painel é retirado da Lapa sem previsão de retornar

O mobiliário urbano RioAmaLapa foi removido pela segunda vez, após ser retirado primeiramente para reparos devido a vandalismos logo no primeiro dia de estreia. Inaugurada no dia 10 de janeiro, a atração foi um verdadeiro sucesso, e teve mais de 40 mil visitantes nos quatros primeiros dias antes de ser danificada. De acordo com as autoridades, não houve nenhuma ação de vandalismo, mas sim entusiasmo dos visitantes em função dos registros fotográficos e das selfies que inundaram as redes sociais.
O painel movimentou a região da Lapa e fez a alegria de turistas e visitantes. A peça, que inicialmente ficaria 30 dias no local, foi produzida com chapas galvanizadas e acabamento em pintura automotiva, com tratamento anticorrosivo. Apesar do reforço na estrutura, a atração não resistiu à interação dos visitantes e revelou ter sido feita com material inapropriado.
O restaurador e fundador do grupo S.O.S. Patrimônio, Marconi Andrade, acredita que a falta de cuidados dos visitantes foi a responsável pela retirada permanente. “Eu pessoalmente não gosto desse tipo de intervenção. Esse mobiliário da Lapa foi financiado pela AmBev a pedido de donos de bares da região. Ele foi projetado para ser temporário, mas caiu dois dias após ser instalado. As pessoas subiram nas letras e a estrutura não resistiu. Eu estive com o autor do projeto e ele me disse que não tinha feito estrutura interna nas letras, e tudo foi removido para a instalação das estruturas e novamente reistalados permanentemente, inclusive com festa promovida pela Prefeitura. Foi um sucesso, aí veio o processo de vandalismo e pichação que culminou com a retirada total das letras”, esclareceu Marconi.
A ação de implantação do RioAmaLapa faz parte de um plano de valorização do Rio Antigo, a fim de confirmá-lo como destino turístico e cultural na região, além de valorizar um dos principais cartões postais da cidade e promover o desenvolvimento local.
Inspirada em peças de cidades como Amsterdã e Nova York, o mobiliário tinha 2 metros de altura por 11 metros de largura e ficava a 80 metros de distância dos Arcos da Lapa e a 18 metros da Avenida Mem de Sá. A peça, de autoria de Caio Leitão, foi produzida com chapas galvanizadas, e tinha elementos que simbolizam o bairro, como o bondinho, o samba e o patrimônio histórico. Ainda não há informação se ma atração irá voltar ou não a compor o cenário da Lapa.

 

 
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