FOLHA DO CENTRO - ESTÁ COMPLETANDO 24 ANOS EM AGOSTO Edição N° 271 - Abril de 2019.
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VLT pode parar de circular por falta de pagamento da Prefeitura

No atual cenário, a concessionária alega que o Veículo Leve sobre Trilhos só poderá circular por mais 30 dias
O mês de abril começou tenso em relação ao futuro do VLT Carioca. Recursos financeiros da Prefeitura não vêm sendo repassados ao modal desde maio do ano passado, de acordo com a concessionária. O presidente do consórcio do VLT, Márcio Hannas, disse em entrevista ao Jornal O Globo, que a circulação do modal pode estar com os dias contados até o final do mês de abril. O repasse de verba da administração municipal está previsto em contrato, só que o cumprimento do acordo não está sendo realizado.
A situação do VLT ficou ainda mais tensa quando o prefeito do Rio Marcelo Crivella se referiu ao veículo, construído na administração do ex-prefeito Eduardo Paes, como uma “porcaria”. A declaração de Crivella foi feita em uma reunião não divulgada na agenda oficial, na Divisão de Hortos da Fundação Parques e Jardins, na Taquara.
Em virtude da aparente queda de braços que envolve a administração Municipal e a concessionária do VLT, o modal está com a sua continuidade seriamente ameaçada. Em nota, a Prefeitura informou ao jornal que “diante de graves problemas encontrados no contrato de concessão do VLT, assinado pela gestão anterior, a Prefeitura decidiu rever os termos dessa Parceria Público Privada (PPP)”, informou a nota.
Para o diretor da Associação Nacional dos Transportes Públicos do Rio de Janeiro, Willian Aquino, o VLT representa um avanço na integração do transporte na cidade. “O VLT é um meio de transporte voltado para o povo. O senhor prefeito tem dito isso quando se refere ao BRT, e a outros modos de transporte sob controle da prefeitura. O VLT faz parte de um investimento de reestruturação da cidade, que tem de ser ampliado para melhorar a qualidade de vida dos cariocas, assim como foi o início da implantação do metrô na cidade”, declarou Willian ao Diário do Transporte. O diretor diz ainda que prefere acreditar que o prefeito se expressou mal, devido ao contexto em que a frase foi dita.
O VLT foi inaugurado em junho de 2016 ao custo total de R$ 1,2 bilhão, e é um dos principais legados das olimpíadas. O extinto Ministério das cidades foi responsável na época por 46% dos investimentos na obra do VLT. As empresas privadas se encarregaram dos outros 54%. A prefeitura pagaria ao consórcio uma contraprestação pelas obras, e ao fim da concessão de 25 anos, o VLT passaria a pertencer ao município, que poderá inclusive relicitar a operação dos bondes.
Atualmente o sistema de bondes transporta 80 mil pessoas. A prefeitura alega também que o contrato feito pela administração anterior prevê que quando o sistema estiver plenamente operando, o município deve pagar um valor à concessionária, caso a meta de 260 mil passageiros por dia útil não seja atingida. Como a meta está distante de ser alcançada, a gestão municipal justifica um rombo em suas contas que não tem como arcar.
De acordo com a prefeitura, garantir 260 mil passageiros por dia equivale a um prejuízo de R$ 420 mil diariamente. O prefeito propõe um acordo para que a prefeitura se comprometa apenas com a garantia de 100 mil passageiros por dia. A proposta de Crivella ainda cita aumentar o tempo da concessão dos atuais 25 para 35 anos. O prefeito afirmou que o caso poderá ser levado à justiça, caso o consórcio não aceite a proposta.

 

 
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