FOLHA DO CENTRO - 23 ANOS DE EXISTÊNCIA Edição N° 265 - Outubro de 2018.
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Cais do Valongo terá nova iluminação e sinalização

Patrimônio Mundial da Humanidade desde o ano passado, o Cais do Valongo, na Gamboa, Zona Portuária do Rio, tem agora um Comitê Gestor, que será responsável pela implementação das iniciativas de preservação do local. O comitê é composto por representantes das três esferas governamentais e da sociedade civil.
Na primeira reunião do grupo foi apresentado um projeto do Iphan e da prefeitura do Rio para instalação de iluminação e sinalização do sítio arqueológico. Também caberá ao comitê resolver uma questão polêmica: a criação de um museu da escravidão no entorno do sítio. O local escolhido para a instalação do Centro de Referência e Visitação do Cais do Valongo pelo Ministério da Cultura, é antigo armazém Docas Dom Pedro II, vizinho ao Cais do Valongo, e obra de um engenheiro negro, André Rebouças. O galpão está ocupado pela ONG Ação da Cidadania, que luta para Justiça para permanecer ali. A prefeitura do Rio, no entanto, pretende instalar no local o Museu da Escravidão Negra e da Liberdade (MEL).
Principal porto de entrada de africanos escravizados no Brasil e nas Américas, o Sítio Arqueológico Cais do Valongo, na Gamboa, Zona Portuária do Rio, ganhou o título de Patrimônio Mundial da Unesco. O reconhecimento como Patrimônio Mundial ocorreu porque o Cais do Valongo é um testemunho de uma história que a humanidade não pode esquecer. O sítio arqueológico tem importância não apenas para a história brasileira, mas também para a história do mundo. Por causa do título, o Comitê Gestor deverá atuar para desenvolver uma série de medidas de valorização do sítio, já previstas no plano de Gestão:
A região representa o sofrimento dos escravos que foram tirados à força de suas terras de origem para uma vida de trabalhos forçados e degradação. A estimativa é que mais de quatro milhões de africanos foram escravizados no Brasil. O local é hoje é um sítio arqueológico aberto à visitação pública, que integra o Circuito Histórico e Arqueológico da Celebração da Herança Africana, na região portuária da cidade do Rio de Janeiro.
Revelado, em 2011, durante as obras do Porto Maravilha, o sítio é composto por vestígios do calçamento de pedras, construído a partir de 1811 para o desembarque dos africanos escravizados trazidos para trabalhar no Brasil, além de porto de pedra construído para trazer a princesa Tereza Cristina de Bourbon, esposa do Imperador Dom Pedro II, em 1843. A área corresponde a da atual Praça do Comércio e seus limites são a Avenida Barão de Tefé, a Rua Sacadura Cabral e lateral do Hospital dos Servidores do Estado. Nas cercanias do porto, havia armazéns, onde os negros recém-chegados eram expostos para venda, o Lazareto, local de tratamento dos doentes, e o Cemitério dos Pretos Novos, onde os que morriam logo na chegada eram enterrados.

 

 
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