FOLHA DO CENTRO - 23 ANOS DE EXISTÊNCIA Edição N° 265 - Outubro de 2018.
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Teatro Municipal corre o risco de perder prédio anexo

O Teatro Municipal do Rio de Janeiro pode ficar sem o seu prédio anexo. No prédio funcionam suas salas de ensaio, a escola de bailado, bilheterias, parte da administração e a Sala Mário Tavares. A proprietária do imóvel, A Prece, empresa de previdência complementar da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (CEDAE) enviou ao teatro notificação na qual comunica seu desejo de recuperação do imóvel. A empresa cobra R$ 87 milhões em aluguéis atrasados.
O prédio anexo, que fica atrás do teatro, no Centro do Rio, foi inaugurado em 1997, em uma parceria entre o governo do estado do Rio e a Prece. No terreno seria construído um prédio de 24 andares, onde o estado ficaria responsável por doze e a Prece pelos demais. O governo, no entanto, não construiu sua parte e passou a alugar os andares existentes, de propriedade da empresa de previdência. O Teatro Municipal não chegou a pagar nenhum, estipulado no valor de R$ 170 mil. No ano passado, a justiça determinou o pagamento dos valores atrasados, totalizando R$ 87 milhões.
Em nota, a Prece destacou que “reconhece a importância do anexo do Theatro Municipal para a cultura do Rio de Janeiro”, Porém, os gestores do fundo de pensão têm a obrigação legal de garantir o patrimônio dos participantes e aposentados / pensionistas. A Prece tem quatro planos de previdência privada, três dos quais possuem ativos do Anexo. Todos estão deficitários. Os 6.279 participantes e aposentados / pensionistas dos três planos estão pagando contribuições extraordinárias para garantir seus benefícios. A Prece está buscando entendimento de forma a assegurar o patrimônio de seus participantes e aposentados/pensionistas”, diz a nota.

 

 
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