FOLHA DO CENTRO - 23 ANOS DE EXISTÊNCIA Edição N° 264 - Setembro de 2018.
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Escadaria Selarón sofre com o descaso e o abandono Colaborou Allan Vieira

A escadaria Selarón, na Lapa, é hoje um dos pontos turísticos mais visitados do Centro do Rio e se tornou alvo de reclamação dos visitantes, por conta do mal estado de conservação. Desde a morte do artista chileno Jorge Selarón em 2013, a escada ficou com um aspecto abandonado, com azulejos faltando e/ou quebrados, além de muitas pichações nas obras de arte. O próprio Selarón se encarregava pela conservação da escadaria. Após sua morte, a manutenção ficou por conta da Prefeitura da cidade.
A falta de segurança e cuidado na conservação espanta cada vez mais os turistas de uma dos lugares mais atraentes da cidade do Rio de Janeiro. Moradores e visitantes que antes transitavam pelo local, hoje evitam a área, “Antes da morte do Selarón era ótimo ficar por ali, tinham muitos bares, muita música, era seguro, porém após o falecimento dele a escadaria ficou abandona, a maioria dos bares fecharam, durante a noite o lugar é uma escuridão e a prefeitura em momento algum tomou parte para tentar conservar a maior obra de arte de Jorge Selarón”, afirmou a moradora da Lapa, Estefânia Champloni.
A escada de 125 metros e com 215 degraus tem mais de dois mil azulejos de mais de 60 países do mundo. Cerca de 300 azulejos da escadaria foram pintados à mão pelo artista Selarón. Em 2005 a escadaria foi tombada como patrimônio histórico cultural pela prefeitura da cidade.
A Rua Manuel Carneiro era apenas mais uma rua com uma grande escada interligando os bairros de Lapa e Santa Teresa. No ano de 1990 o artista plástico chileno iniciou uma espécie de reforma na escada, produzindo azulejos coloridos, principalmente com as cores da bandeira do Brasil e com a predominância da cor vermelha. Por estar sempre trocando os azulejos de lugar a impressão que todos tinham era que a obra nunca estaria totalmente completa, o que era confirmada pelo próprio artista. “Este sonho louco e único só vai acabar no dia da minha morte.” dizia Selarón em suas entrevistas.
Jorge Selarón morreu aos 65 anos. O corpo do chileno foi encontrado carbonizado próximo à escadaria que ele havia transformado em ponto turístico. Até hoje as circunstâncias de sua morte divide opiniões e nunca foi solucionada. A hipótese mais válida é a de suicídio do artista, pois na necropsia, não foi identificada nenhum tipo de violência em seu corpo antes da carbonização.

 

 
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