FOLHA DO CENTRO - ESTÁ COMPLETANDO 24 ANOS EM AGOSTO Edição N° 264 - Setembro de 2018.
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Obras de expansão do Bonde de Santa Teresa serão concluídas em novembro

Moradores e comerciantes organizaram uma manifestação para reivindicar o trajeto da Linha Paula Mattos
Um dos símbolos do bairro de Santa Teresa está passando por uma grande obra que irá expandir o atual trecho de 4 km de trilhos. O novo trajeto que irá agregar mais 3 km, entre a Praça Odylo Costa Neto, no Largo dos Guimarães, e o Largo do França, deverá ficar pronto em novembro.
A obra começou em 2013, dois anos após o acidente que vitimou seis pessoas. Atualmente há cinco bondes em funcionamento. Moradores de Santa Teresa cadastrados têm direito a viagens gratuitas, assim como estudantes da rede pública uniformizados e pessoas acima de 65 anos. As despesas com funcionários e manutenção do sistema são pagas com a venda de passagens para turistas, que custam R$ 20 incluindo ida e volta.
A ampliação do trajeto original em 3 km custará R$ 9 milhões, segundo a Secretaria de Estado de Transportes (Setrans). A expectativa, segundo o órgão, em, é que 18 mil moradores sejam beneficiados. Moradores do bairro têm reclamado constantemente nas redes sociais sobre a situação caótica do trânsito nos trechos onde a obra está em andamento.
Atualmente o bondinho transporta cerca de 20 mil passageiros por mês, com 74 viagens diárias. O Consórcio Elmo/Azvi seguirá responsável pela execução da obra de ampliação. Os famosos bondes de Santa Teresa, que ligam o centro do Rio ao bairro de Santa Teresa, não são apenas um meio de transporte real para moradores do bairro ou mesmo turistas que querem visitar o local. O bondinho é uma atração da cidade, faz parte do cenário local e tornou-se, inclusive, cartão-postal do Rio de Janeiro. O bonde é tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) desde 1988.
No final de agosto, moradores e comerciantes locais organizaram uma manifestação entre o Largo do Guimarães e o Largo das Neves com o objetivo de relembrar o acidente e reinvindicar o trajeto da Linha Paula Mattos. Segundo a Associação de Moradores de Santa Teresa (Amast), os ônibus que cobrem o trecho não atendem satisfatoriamente a todos. De acordo com ele, cerca de dez mil moradores estão prejudicados com a falta da Linha Paula Mattos. Desde o acidente, os moradores ficaram sem o bonde, que só voltou a operar em alguns trechos em 2015, quando começaram os testes para integrar a Lapa a Santa Teresa. O trecho, de aproximadamente 500 metros, estava fora de operação desde a década de 1960, após uma série de alagamentos na região.

 

 
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