FOLHA DO CENTRO - ESTÁ COMPLETANDO 24 ANOS EM AGOSTO Edição N° 264 - Setembro de 2018.
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Matagal ocupa área de ampliação do Inca e preocupa moradores

O projeto que tornaria o Instituto Nacional do Câncer um dos maiores e mais modernos complexos da América Latina estava prevista para terminar em 2017. Um ano após a promessa, o terreno onde funcionou durante anos o Hospital Central do Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro (Iaserj), que foi demolido no fim de 2012, virou um imenso matagal proliferando mosquitos e está preocupando os moradores do entorno.
O Iaserj tinha 400 leitos ativos e foi posto abaixo para o começo das obras. Houve na época uma reação dos servidores do Iaserj, que entraram com processos na Justiça Federal para tentar impedir a demolição do prédio. As obras chegaram a começar e estão paralisadas desde abril de 2015, por conta de suposto envolvimento no escândalo da Lava-Jato da empreiteira responsável. No início deste ano, a construtora teve a falência decretada.
Morador do bairro e também vizinho do terreno, o comerciante Francisco Corrêa fala com indignação sobre a atual situação da área. “Isso foi abandonado pelo governo do presidiário Sérgio Cabral. O Iaserj era um hospital que funcionava e foi demolido às pressas. Nem mesmo o respeito à lei do silêncio foi preservado porque eles demoliam dia e noite numa pressa imensa para derrubar o prédio. O hospital funcionava perfeitamente com médicos muito bons. Agora o terreno tem entradas de acesso para população de rua, e acontece também descarte clandestino de entulhos. Aqui na vizinhança muita gente já pegou dengue e chikungunya por causa desse terreno. Já denunciamos, mas ninguém nunca procurou saber quem foi que ganhou dinheiro com essa demolição”, relata Francisco.
O terreno de 14.500 metros quadrados atualmente tornou-se um grande amontoado de entulho, servindo como criadouro de mosquitos e ratos, além de ser utilizado pela população de rua para queimar fios cobre. Durante muitos anos, o Iaserj foi um exemplo de excelência na prestação de atendimento público à saúde, mas hoje, na Praça da Cruz vermelha, restam apenas pedras e tapumes.
A administradora Marisa Gil trabalha com imóveis na área vizinha ao terreno e acredita que o terreno só traz prejuízos para a região. “Isso é um desperdício de espaço e de dinheiro público porque foram feitas as fundações, houve trabalho e de repente parou tudo. Virou um foco de mosquitos da dengue, consumo de drogas e população de rua. A gente sabe que a essa altura o hospital já deveria estar pronto e seria um hospital espetacular. O projeto inicial era mega ousado e foi inclusive premiado”, relata Marisa.
O projeto original de ampliação do Inca previa no local a construção de um centro de desenvolvimento científico para o controle do câncer, além de áreas destinadas ao atendimento de pacientes. As obras estavam orçadas em cerca de R$ 500 milhões, numa área que foi cedida à União pelo governo do estado

 

 
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