FOLHA DO CENTRO - 23 ANOS DE EXISTÊNCIA Edição N° 263 - Agosto de 2018.
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Atividades em extinção resistem no Centro da Cidade

Colaborou: Allan Vieira
Atualmente, com a facilidade de compras pela internet e com as demandas da vida moderna, muitas atividades econômicas e profissionais tendem a desaparecer. O Centro do Rio configura-se um celeiro de serviços raros que não são encontrados em outros pontos da cidade. Sebos, cadeiras de engraxate, alfaiataria, amoladores de faca e alicate, venda de usados e uma infinidade de serviços em extinção, sobrevivem cultura e economicamente nas ruas do Centro, onde facilmente são encontradas estas práticas. Por mais que o Centro se renove e se modernize constantemente, muitas de suas características tradicionais seguem intactas.
Os extintos discos de vinil, que estão voltando a ser valorizados, são encontrados no Centro, que inclusive abriga a maior loja do gênero, com três andares de um acervo dividido entre discos de vinil, Dvd’s, Cd’s e fitas K7. Para Roberto Pontes, dono da loja Toca dos CDS, “Os clientes são fiéis e estão há mais de 25 anos comprando conosco, a maioria das vendas são para revendedores e colecionadores”, afirma o proprietário. Atualmente a loja conta com números impressionantes. São 60 mil discos de vinil e mais de 200 mil CDs e DVDs, incluindo todos os grandes clássicos do cinema e filmes nacionais. Roberto procura atender todos os tipos de clientes, dos mais variados estilos, tentando fazer sempre o melhor para manter sua loja no cenário cultural e com a característica “retrô” do Centro do Rio.
Além das lendárias cadeiras de engraxates espalhadas pelas principais ruas, a única engraxataria da cidade, e uma das poucas que existem no Brasil, está localizada também no Centro do Rio. Trata-se da engraxataria Cataldo, uma das lojas mais antigas da cidade e referência na arte de cuidar dos sapatos, fundada em 1949. Odair José trabalha há dez anos na Cataldo e percebe uma renovação da clientela. “A crise afastou muitos clientes, mas também trouxe muitos novos clientes para cá”, observa o engraxate.
Apesar de hoje o Centro ter um dos mais modernos museus do mundo, ter o tecnológico VLT cortando de uma ponta a outra do bairro, o Centro nunca perdeu suas origens e suas características e parece que seus moradores e visitantes gostam desse jeito de ser do bairro, moderno e nostálgico.

 

 
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