FOLHA DO CENTRO - 23 ANOS DE EXISTÊNCIA Edição N° 262 - Julho de 2018.
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População de rua inibe frequentadores no Campo de Santana

O crescimento imoderado da população de rua no Centro do Rio atingiu em cheio o Campo de Santana. O local está ocupado por moradores de rua, que acabam aumentando a sensação de insegurança, e inibindo a frequência dos moradores do bairro.
O gramado é constantemente usado para secar roupas, que são lavadas nos próprios lagos artificiais do parque. Os objetos pessoais dos moradores de rua ficam acumulados, gerando uma sensação de abandono do local.
Um funcionário da Fundação Parques e Jardins disse à Folha do Centro que encontram grande dificuldade diariamente para retirar os moradores de rua de dentro do parque para que os portões sejam fechados, às 17h. A comerciante Maria de Lourdes é moradora e trabalha no Centro, e lamenta a situação do parque. “Como moradora aqui do Centro, gente frequenta,faz caminhada porque é o jardim da nossa casa. A gente tem na verdade é medo de andar aqui, pois ficam muitos marginais e causam muita insegurança. Isso acaba inibindo as pessoas de frequentar. O Parque pertence mais a população de rua do que aos próprios moradores”, desabafa Maria de Lourdes.
A produção do Jornal Folha do Centro visitou o Campo de Santana e flagrou a desordem dentro do parque, causada justamente pela população de Rua. Policiais a cavalo estavam atuando dentro do Campo de Santana, solicitando documentação e revista nos pertences dos moradores de rua.
Um dos lagos artificiais está vazio há quase 10 meses para manutenção e ainda não há previsão para que seja restabelecido com o nível de água.
O Campo de Santana foi cenário das principais festas oficiais e populares do Império, palco da aclamação de D. Pedro I e da proclamação da República. O Campo é considerado um local de importância histórica, além de ser a maior área verde do centro da cidade. Seu ajardinamento f oi projetado com a finalidade de “dar um pulmão à capital do Império”. Muita coisa mudou, mas a função permaneceu.
A exuberância de sua vegetação, cuja variedade de tons de verde compõe um conjunto de grande harmonia, é um atrativo para visitantes, que estão agora evitando o parque por conta da população de rua.
Em 2013, o Rio de Janeiro tinha cerca de 5.580 moradores de rua. Já no fim de 2016, o número chegou a 14.279, um aumento de 156% neste período.

 

 
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