FOLHA DO CENTRO - 23 ANOS DE EXISTÊNCIA Edição N° 262 - Julho de 2018.
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População pressiona e Prefeito mantém o Centro Presente

Proposta da Prefeitura era substituir a operação pelo programa Rio+Seguro
A notícia de que a Prefeitura do Rio não iria prosseguir com a Operação Centro Presente não foi nem um pouco bem recebida pela população da cidade, principalmente por quem trabalha, frequenta ou reside no Centro do Rio.
O contrato de patrocínio do Centro Presente, firmado entre a Prefeitura e do Sesc RJ, terminaria no dia 30 de Junho e o programa Rio+Seguro iria assumir o patrulhamento do Centro. O prefeito Marcelo Crivella explicou que a medida seria tomada por questões financeiras. De acordo com o prefeito, o Rio+Seguro custa R$ 850 mil mensais, número inferior aos R$ 4 milhões investidos no Centro Presente.
A medida além de impopular movimentou distintos setores da sociedade que saíram em defesa do Centro Presente. A Prefeitura, frente ao apelo popular, decidiu então manter o programa pelo menos até o mês de dezembro. “O Contrato será renovado desde Julho até dezembro de 2018. Foi importantíssima a participação da sociedade civil organizada, pois foi somente por conta desse apoio que nós conseguimos a renovação. Queria agradecer ao prefeito Marcelo Crivella por essa sensibilidade para a continuidade da nossa operação, entendendo que nossa atividade é importante para a sociedade”, declarou Capitão Fogaça, coordenador do Centro Presente à Folha do Centro.
Tanto o Centro Presente quanto o Rio+Seguro são reforçados por policiais militares durante a folga. No Rio+Seguro eles trabalham com agentes da Guarda Municipal dentro da escala de trabalho, e no Centro Presente há agentes civis saídos das forças armadas.
O fato é que a medida de permanência do Programa foi recebida como alívio pela população. O Centro Presente é um dos mais bem sucedidos e comemorados projetos na área de segurança pública do município. Conforme dados oficiais, em dois anos de trabalho foram consumadas três mil prisões em flagrante e realizados 787 mandados de prisão pelos 522 agentes que estruturam o Centro Presente. O número de roubos na região também caiu em torno de 95%.
Os agentes do Centro Presente fizeram uma manifestação na frente da prefeitura e caminharam em direção à Candelária. Os manifestantes fizeram um ato em frente à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), onde uma comissão foi recebida pela deputada Marta Rocha (PDT), presidente da Comissão de Segurança Pública. O ato reuniu cerca de 300 pessoas.
O Polo Saara também fez barulho em favor do Centro Presente. Os comerciantes organizaram um apitaço nas ruas do comércio popular, onde foram distribuídos 3 mil apitos. Eduardo Blumberg, presidente do Polo da Saara, disse à Folha do Centro que rejeitava completamente o fim do Programa. “É um Projeto que deu certo! A maioria dos agentes são recém-saídos das forças militares, e é importante também dar oportunidade para eles. O Projeto está indo muito bem e não tem porque mudar. Nós já pagamos nossos impostos, já cumprimos a nossa parte, e a agora o agente público tem que cumprir com a parte dele. Os órgãos públicos é que precisam ver de onde vão tirar esse orçamento. Se acabar o Centro Presente vai voltar a insegurança no Centro”, justifica Eduardo.
O Centro Presente alcançou o respeito e a confiança da população carioca, que diariamente desembarca dos trens, ônibus e metrôs, na região que gera o maior número de empregos em toda a cidade. As pessoas que trabalham, transitam ou residem no Centro são unânimes ao aclamar pela continuidade da operação.
Além da eficiência comprovada pelos números oficiais, o Centro Presente conquistou também a simpatia do carioca. São comuns as manifestações e depoimentos de apoio ao programa por parte da população. Recentemente, agentes foram fotografados ajudando um catador de latas na Cinelândia. As imagens viralizaram na internet e receberam milhares de compartilhamentos, exaltando o catador de latas emocionado ao ver suas coisas recolhidas e organizadas pelos agentes.
Além das ações do policiamento ostensivo, a operação conta com o auxílio de assistentes sociais que realizam o trabalho de acolhimento a moradores de rua e pessoas que buscam algum tipo de orientação profissional, ou que não têm moradia fixa. De acordo com dados do programa, desde o início da operação, 9.651 ações de acolhimento foram realizadas.
Vereador Jones Moura
“È incontestável que o Programa Segurança Presente reduziu os índices de criminalidade no Centro, mas a população carioca não pode ficar refém de uma ação temporária do Poder Público. Além disso, a Segurança Pública não pode ser privatizada. É um direito constitucional e deve ser garantido pela Prefeitura por meio da sua Guarda Municipal, que já deveria estar armada como estabelece a legislação federal".
Jones Moura, Vereador e relator da Comissão de Acompanhamento da Intervenção Federal da Câmara Municipal.
Roberto Cury,Presidente da SARCA
O Centro Presente veio para resolver um problema grave do Centro da cidade que era a falta de segurança. O roubo de celulares e bolsas no Largo da carioca e na Rua da Carioca eram muito grande. Ficavam um bando de pivetes assaltando diariamente e o Centro Presente veio nos trazer um grande benefício. Vamos lutar para manter o Programa. Não vamos deixar morrer, queremos que continue. O Centro Presente hoje é uma realidade que funciona na cidade.
Roberto Cury, presidente da SARCA.
André Haddad, Empresário.
“Nós, não apenas como empresários, mas como cidadãos, precisamos que o Centro Presente permaneça. Essa região há um tempo atrás era terra de ninguém. Não se podia vir trabalhar, não se tinha segurança para que nossos funcionários viessem cumprir o labor deles porque era um ambiente selvagem. Com transporte público já é difícil vir para o Centro trabalhar e ainda eram assaltadas e prejudicadas no seu direito de ir e vir. Agora com esse projeto campeão, que funciona, não podemos permitir que a Prefeitura saia do apoio ao Projeto. Essa ação de sucesso não pode ser extinta”.
Carlos Augusto da Cidade, Folha do Centro.
“O Patrulhamento dos agentes nas ruas aumenta a sensação de segurança e encoraja o ordenamento. O modelo de policiamento, feito a pé, de bicicleta ou de motocicleta é ideal para as movimentadas e longas ruas do Centro da cidade. O Centro Presente é uma vitória e não queremos de volta mais insegurança, pois já temos vários setores deficientes e completamente abandonados no Centro”.
Carlos Augusto da Cidade. Diretor do Jornal Folha do Centro e Pres. da Associação de Moradores.
Maria João Gaio, Conselho de Seguranhça
“Todos os agentes são necessários! Como uma estudiosa da legislação municipal reconheço também que a responsabilidade do Prefeito é em relação aos seus agentes da Guarda Municipal, e estes precisam de melhores condições de trabalho sim. O que não impede uma visão macro de estabelecimento de parcerias, já que prevalece isso na atuação ombreada de todos os agentes em missões mútuas pela segurança e bem estar da população”.
Maria João Bastos Gaio. Presidente do Conselho de Segurança Centro Histórico/Lapa.
Luiz Antonio Bap, Diretor da Rádio Saara
“A segurança é uma das nossas principais demandas e a principal aflição hoje do povo carioca e do povo fluminense. Os trabalhadores da Saara, que são mais de 10 mil e quinhentas pessoas precisam também desta segurança. Essa manifestação não é um briga contra o prefeito, é uma exigência para que continue o Centro Presente, que funciona e muito bem para todos nós.
Luiz Antônio Bap, diretor da rádio Saara.

 

 
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