FOLHA DO CENTRO - 23 ANOS DE EXISTÊNCIA Edição N° 261 - Junho de 2018.
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Dança Afro-Brasileira é Destaque no Dançarte

O Projeto Dançarte iniciou recentemente uma nova turma de dança afro-brasileira. A modalidade faz parte dos novos ritmos que estão sendo implantadas na grade do Dançarte. O conceituado professor Charles Nelson foi convidado para ministrar as aulas que já estão em plena atividade no Projeto.
Charles Nelson é um nome de referência na dança afro no Brasil. Começou na carreira artística com a música e com o teatro, mas se tornou uma autoridade na dança afro. Charles iniciou com Mercedes Batista, a pioneira responsável pela criação do balé afro-brasileiro, inspirado nos terreiros de candomblé, que elaborou uma codificação e um vocabulário próprio para essas danças. “Eu fazia Teatro na escola Martins Pena e fazia dança no antigo Ineart, que hoje é a escola Maria Olenewa, e lá eu conheci a dona Mercedes Batista, que me convidou para fazer aulas em uma academia no Rio, onde eu fiquei por quase 10 anos trabalhando com dança Afro”, revela Charles Nelson.
O professor Charles tem sólida carreira na dança afro, e traz no currículo inúmeros trabalhos importantes. Foi coreógrafo na abertura dos jogos olímpicos do Rio, já coreografou Xuxa Meneguel, peças de teatro, e diversos trabalhos ligados à dança afro no Brasil, com 40 anos de bagagem no mundo da dança.
No Dançarte, Charles Nelson explica que a dança afro pode ser praticada por crianças a partir de dez anos, passando por jovens, adultos e idosos. “A gente começa com um aquecimento que é fundamental, trabalhamos o condicionamento físico e toda a movimentação com trabalho de ombro, perna, quadril, que vão puxando os movimentos da dança Afro. Trabalhamos também com a musculatura e a postura corporal. A dança é ligada à religião, mas a prática é independente da religião e pode ser desenvolvida por qualquer pessoa”, explica o professor.
A aluna Suzana Ribeiro é uma das que iniciou na nova turma e está confiante em ingressar na dança afro. “Escolhi a dança afro porque sou negra e eu quero ter mais contato com aspectos da cultura negra. Já procuro dança afro há algum tempo e quando começou a turma aqui do Dançarte, eu logo me inscrevi”, relata Suzana.
No Brasil, existem milhares de praticantes deste estilo de dança que remete ao período colonial e às tradições trazidas pelos escravos africanos. A dança afro persiste como forma de arte, de expressão cultural e de resistência, e carrega em si uma enorme quantidade de informações. O ritmo africano não é uma coisa isolada. Ele exerce grande influência no funk carioca, marcando forte presença em seus movimentos, na sua batida. Outro ritmo popular inspirado pelas raízes afro é o samba, que originou o maior evento brasileiro, o Carnaval.
As aulas acontecem todas as segundas e quartas às 18hs, na sede do Dançarte. A mensalidade custa R$ 50,00 e as inscrições continuam abertas. O Dançarte fica na Av. Nossa Senhora de Fátima, 22, SL - Centro. Informações pelos tels. 2222-0848 e 3806-6368

 

 
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