FOLHA DO CENTRO - 23 ANOS DE EXISTÊNCIA Edição N° 259 - Abril de 2018.
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Teatro Rival Comemora 84 anos com o “Rival Rebolado”

O Teatro Rival Petrobras comemorou seus 84 anos de atuação cultural mantendo-se em defesa da carioquice, da diversidade e da sua própria tradição. Tradição como símbolo de entretenimento com conteúdo e pluralidade de gostos, gêneros e estilos. A atração escolhida para comemorar a data foi o espetáculo “Rival Rebolado”, que vem fazendo sucesso na casa desde 2016.
Idealizado por Leandra Leal, Alê Youssef, marido de Leandra e Luís Lobianco, o “Rival Rebolado” apresentou, na ocasião, uma edição especial homenageando grandes artistas que passaram pelo palco do teatro, como Rogéria, que foi homenageada com o clássico número de “New York, New York”, interpretado por Jane de Castro, enquanto Dercy Gonçalves foi recriada pela incrível Lorna Washington, lenda da noite carioca.
A atriz Leandra Leal incorporou a figura da vedete, com coreografia e figurino, bem ao estilo das vedetes dos anos 1950.. Com a irreverência no DNA, alinhado com a luta LGBT e com a luta das minorias, o Rival resolveu festejar com um espetáculo que traduzisse toda a ousadia que construiu sua história ao longo de mais de oito décadas.
Durante o espetáculo, Leandra Leal revelou que a rua em frente ao teatro será transformada do Quarteirão Cultural “Marielle Franco”, em homenagem à memoria da vereadora vitimada em março.
O tradicional concurso de drag queens, drag kings e transformistas, promovidos pelo Rival, que elege a Rainha da Cinelândia, ainda está recebendo inscrições pelo e-mail rivalrebolado@gmail.com. A primeira etapa do concurso será agora em abril, com algumas mudanças nos critérios de julgamento, privilegiando a técnica.
Na festa de aniversário do teatro, o “Rival Rebolado” levou as rainhas dos concursos anteriores – Miranda Lebrão, Vincent Van Goth e Uhura B’Queer – para representar todas as drags. “É uma forma de enaltecer esse palco de resistência ‘Queer’”, explica Isabel Chavarri, atriz e uma das diretoras.
O Teatro Rival abriu suas portas em 22 de março de 1934, com a comédia Amor, de Oduvaldo Viana, estrelada por Dulcina de Moraes e Odilon de Azevedo. Na época, chamou a atenção pelo tamanho do seu palco, dividido em três partes, e pelos 24 ventiladores instalados para circular ar fresco, já que o teatro ocupava um subterrâneo.
O Teatro Pertencia inicialmente a Vivaldo Leite, proprietário do edifício Rex. Depois de sucessivas vendas, chegou às mãos de Américo Leal em 1970. Empresário do teatro de revista, Américo fez do Rival um foco de resistência desse gênero. Ângela Leal, filha de Américo, assumiu a direção da casa na década de 1990, com a ajuda da filha, a também atriz Leandra Leal. Desde 2001, a casa é patrocinada pela Petrobras.
Em 2005, o Teatro Rival foi o enredo da Alegria da Zona Sul, escola de samba que naquele ano disputava o Grupo de Acesso A do Carnaval do Rio de Janeiro. O título do enredo era “Teatro Rival, 70 anos de resistência cultural” e a agremiação ficou em 5°lugar na classificação final. O Teatro Rival será para sempre peça importante da história do teatro no Rio de Janeiro.

 

 
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