FOLHA DO CENTRO - 23 ANOS DE EXISTÊNCIA Edição N° 255 - Dezembro de 2017.
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Estátua do “Pequeno Jornaleiro” está desaparecida do Centro do Rio de Janeiro

Monumento foi retirado para obras do VLT e ainda não foi devolvido às ruas
A escultura do “Pequeno Jornaleiro”, de autoria do caricaturista brasileiro Fritz, é considerada uma das obras públicas mais importantes do Rio de Janeiro. No início de 2016, a escultura foi retirada da Rua Sete de Setembro para a construção de uma estação do VLT. Na época, a Prefeitura prometeu voltar com a estátua assim que terminassem as obras, mas até agora o monumento ainda não foi devolvido às ruas.
O historiador Luciano Magno, autor do Livro “História da Caricatura Brasileira”, conversou com a Folha do Centro e explicou a importância da estátua para a história do Rio. “O Pequeno Jornaleiro é uma das obras mais geniais e marcantes para a cultura brasileira. Seu reconhecimento pode ser averiguado quando foi seu lançamento, em 1933, que juntou autoridades públicas cariocas, e o imenso prestígio que obteve logo de início com o povo dessa Cidade, inclusive um museu nos Estados Unidos classificou essa obra como uma das mais significativas esculturas da história da arte mundial, e de ‘grande valor sentimental’”, conta Luciano.
Com o objetivo de preservar o monumento, Luciano Magno liderou em 2015 uma campanha pública para que a escultura voltasse ao seu local de origem, na calçada da Av. Rio Branco esquina com a Rua do Ouvidor, assim que fosse retirada por conta das obras. “Hoje, embora a escultura esteja bem guardada no Parque Noronha, e a Prefeitura alegar que falta recursos da Secretaria de Conservação para a sua realocação ao logradouro público, acredito que se faz urgente e necessário a volta à via pública desse monumento dedicado aos pequenos jornaleiros, de grande valor histórico, artístico e sentimental para a Cidade do Rio de Janeiro. Um verdadeiro ícone carioca, para o seu povo”, exalta o historiador.
A estátua do Pequeno Jornaleiro é uma obra de arte que compõe um tipo humano e real. A obra perpetua em bronze a triste figura do garoto que grita as manchetes, com as roupas remendadas segurando os jornais que tem sob o braço. A escultura é modelada sobre um pedestal de granito. Consta que o menino retratado na estátua, trata-se de José Bento de Carvalho, que aos dez anos percorria as ruas vendendo jornais cantando, e era famoso pela facilidade com que subia nos bondes e atravessava as ruas. Os pequenos jornaleiros eram comuns pelas ruas do Rio e representam um importante papel na história da imprensa.

 

 
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