FOLHA DO CENTRO - 23 ANOS DE EXISTÊNCIA Edição N° 255 - Dezembro de 2017.
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Liceu de Artes e Ofícios Completa 161 de história e resistência

O Liceu de Artes e Ofícios é a escola profissionalizante brasileira de maior tradição ainda em exercício. A instituição é mantida pela Sociedade Propagadora das Belas Artes (SPBA), fundada em 1856 pelo arquiteto Francisco Joaquim Bethencourt da Silva, para difundir o ensino das Belas Artes no país. Uma programação cultural com diversas atividades artísticas marcaram a passagem do aniversário do Liceu.
A Instituição, que é símbolo da excelência na educação no Brasil, está completando 161 anos de fundação, passando por sérias dificuldades principalmente de ordem financeira. Desde que o governador Luiz Fernando Pezão assumiu o governo do Estado, o Liceu de Artes e Ofícios não está recebendo o repasse das verbas destinadas à Instituição. “Estamos tirando leite de pedra. Dispensamos muito funcionários, diminuindo ao máximo a folha de pagamento e sem o repasse do Estado, estamos vivendo à custa de pequenos alugueis do espaço, contribuição dos alunos e fazendo peripécias financeiras pra honrar nossos compromissos”, desabafa o professor Paulo Frias, atual Presidente do Liceu.
Os cursos noturnos gratuitos oferecidos pelo Liceu à população de baixa renda estão ainda resistindo com bastante dificuldade, segundo o Presidente. “O que nós conseguimos arrecadar não é o suficiente para toda a manutenção e encargos. A Instituição fica sem condições de cumprir aquilo a que se propõe que é o ensino para as camadas mais carentes da população. Nós trabalhamos com uma camada que sofre muito com as crises financeiras. Nós também não aumentamos os valores das mensalidades para não prejudicar a renovação da matrícula”, revela Paulo Frias.
O Presidente do Jornal Folha do Centro, Carlos Augusto da Cidade é sócio da SPBA e lamenta a situação em que a Instituição se encontra atualmente. “A gente acompanha a luta do Presidente Paulo Frias para manter as atividades do Liceu em funcionamento com o mínimo de dignidade. A própria história do Brasil é que está sendo sucateada com o abandono do Liceu por parte dos governantes. Dom Pedro II visitava frequentemente o Liceu, o Presidente Hermes da Fonseca já estudou aqui, assim como Portinari e outras grandes personalidades da história do Brasil são também partes da história do Liceu de Artes e Ofícios”, desabafa Carlos Augusto. O presidente do grupo “Globo”, Irineu Marinho, também já recebeu o título de sócio da SPBA. A primeira sede do Jornal “O Globo”, inclusive foi nas dependências do Liceu.
Além dos problemas de ordem financeira, questões administrativas também estão dificultando o trabalho da Instituição. “Há seis anos foi instalado o projeto Rio Criativo, da Secretaria de Cultura, aqui na sede do Liceu. O contrato era de três anos e até agora o projeto não desocupou as instalações. O projeto resolveu não cumprir o que estava estabelecido em contrato e simplesmente não saiu do prédio. Eles causam sérios problemas de fluxo de pessoas, ocupam o espaço, nos impede de ter acesso e causam danos ao patrimônio. São três andares do prédio ocupados pelo Rio Criativo. Fizemos muito contato com a Secretaria de cultura, mas ainda não conseguimos resolver isso”, afirma Paulo Frias
No próximo ano, o Liceu pretende criar o ‘Centro de Memória do Liceu’, na biblioteca da Instituição. O Centro Cultural terá um acervo com obras de arte, fotografias históricas, livros e documentos históricos, que irão ficar acessíveis ao público.
O Liceu de Artes e Ofícios está localizado na Rua Frederico Silva, 86 - Praça XI - RJ.
Tel. 2277-7600
www.liceudearteseoficios.com.br

 

 
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