FOLHA DO CENTRO - 23 ANOS DE EXISTÊNCIA Edição N° 254 - Novembro de 2017.
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Passageiros reclamam de problemas com a linha 010

Os moradores do Bairro de Fátima e de outras regiões do Centro estão passando um sufoco para utilizarem a linha 010 Fátima X Central. Os passageiros denunciam a precariedade do serviço de transporte em determinados horários, relatando ônibus lotados, pequenos, sem refrigeração, intervalos longos e irregulares, além de restrita opção de horário. Em alguns casos, passageiros estão fazendo baldeação, a fim de não utilizar mais a linha.
Maria de Lourdes Vilas Boas é moradora do Centro, e relata que desistiu de utilizar a linha 010 por conta de atrasos. “É um absurdo louco eu morar e trabalhar no Centro e ter que pegar dois ônibus para me deslocar, mas mesmo assim eu prefiro fazer isso. Não somente eu faço isso. Eu não seio o que acontece que essa linha continua com a concessão de serviços no nosso bairro. As pessoas reclamam e nada muda, aliás, mudam para pior. Já que colocaram apenas micro-ônibus, os intervalos deveriam ser menores, mas isso não acontece. Depois das 21hs00, a Av. Rio Branco fica deserta, os ônibus não passam e as pessoas são obrigadas a andarem a pé, correndo risco de assalto”, desabafa Maria de Lourdes.
A linha 010 circula somente no Centro do Rio, em um trajeto de 11 quilômetros. A linha foi a primeira a ser criada no bairro e atualmente atende um grande número de pessoas. Quem mora na região, só dispões desta linha para circular pelo bairro. Outra moradora, Ana Maria Guimarães, também questionou que a linha é irregular nos finais de semana e feriados. “Final de semana ficam apenas dois ônibus circulando. A população da região só aumenta e a frota parece que diminui. Os ônibus são pequenos, velhos, sujos e sem iluminação. A frota precisa ser melhorada ou então precisa trocar de empresa, pois os moradores não aguentam mais esse descaso”, relata Ana Maria.
A reportagem da Folha do Centro embarcou na linha 010 na Av. Rio Branco e fez o trajeto até o Bairro de Fátima para ouvir os passageiros. O músico Antônio Correa utiliza a linha e também faz coro com as reclamações. “Eu acho que essa é a menor linha de ônibus do Rio de Janeiro. Pela quilometragem e pelo valor da passagem, deveríamos ter um serviço excelente, mas isso não acontece. Hoje até que não tem muitas pessoas em pé, mas tem dias que não se pode nem respirar aqui dentro de tão lotado que fica. Isso sem falar na demora. Eu, por exemplo, fico no mínimo 40 minutos no ponto esperando ele passar”, relata Antônio.
A Folha do Centro tentou entrar contato com a Transurb, empresa responsável pela linha, e não obteve nenhuma resposta. As empresas de transporte operam sob regime de concessão e toda a operação é regulamentada por Leis Federal, Estadual e Municipal. As reclamações dos passageiros foram enviadas para a Secretaria Municipal de Transportes, órgão que fiscaliza os serviços prestados pelos consórcios no Município.

 

 
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