FOLHA DO CENTRO - 23 ANOS DE EXISTÊNCIA Edição N° 254 - Novembro de 2017.
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Campo de Santana
Em uma das partes mais movimentadas do Centro da Cidade do Rio de Janeiro, encontra-se um local que reúne calma, paz e belezas naturais únicas. Trata-se do Campo de Santana, palco da Proclamação da República em 15 de Novembro de 1889.
Este parque foi construído entre os anos de 1873 e 1880, no local onde muito antigamente ficava um grande descampado, limitado pela Rua da Vala (atual Rua Uruguaiana) de um lado e a encosta do atual Morro da Providência de outro. Esta área já foi designada por Campo da Cidade, Campo de São Domingos (quando foi construído um templo de uma irmandade, no final do século XVII), Campo da Aclamação (onde eram realizadas reuniões e eventos políticos, religiosos e populares. D.João VI e D.Pedro I foram aclamados lá) e finalmente Campo de Santana. Esta última denominação foi recebida no século XVIII, quando da construção da Igreja de Nossa Senhora de Sant’Anna, próxima ao local.
Ainda no século XIX, foram feitas tentativas de arborização na área. Mas a partir da iniciativa de D.Pedro II, que encomendou um projeto a um paisagista francês, o Campo de Santana passou a ter o modelo que é apreciado hoje.
Atualmente, os trabalhadores e demais pessoas que passam pelo local, tem a oportunidade de vislumbrar figueiras centenárias, diversas árvores de espécies nativas, lagos e monumentos, além da fauna presente, como cotias, patos, marrecos e gansos (que costumam desfilar pelas alamedas do parque). Destaque também para um belo pavão, que ocasionalmente desfila sua bela plumagem aos olhos dos visitantes.
O local também é conhecido pelos inúmeros monumentos existentes.
Conheça - os:
As Quatro Estações
Todas foram inauguradas em 1906.
Verão
É uma escultura neoclássica de um homem em mármore, protegendo os olhos do sol.
Outono
É uma escultura de uma mulher olhando em direção a uma cesta de vime cheia de frutas.
Inverno
Trata-se de uma peça em mármore de carrara de um homem idoso, encolhido e coberto por um refinado planejamento da cabeça aos pés.
Primavera
É uma escultura representando uma mulher com movimentos leves e um pequeno sorriso segurando um arranjo de flores.
Luta Desigual
Trata-se de grupo escultórico que representa o combate entre um homem e um felino. O conjunto está sobre uma pedra de rocaille, um dos elementos criados pelo paisagista francês Auguste Marie Glaziou. Foi criada por L. Despres. Não possui data certa de inauguração, mas a data provável de 1888.
Pescador Napolitano
Escultura de um menino brincando com uma tartaruga em mármore. Esta peça foi apresentada no Salão de Paris em 1831 e foi trazida para o Brasil.
Criada por François Rude. Não se sabe quando foi trazida para o Brasil e colocado no Campo de Santana.
Pontes de Rocailles
Trata-se de duas pontes de rocailles (argamassa decorada) imitando grande troncos de árvores. Criada pelo artista Glaziou, foi inaugurada 1888.
Quiosques
De autoria desconhecida, trata-se de quatro quiosques de madeira, um dos poucos exemplares dos antigos quiosques que existiram nas ruas da Cidade, implantados pelo prefeito Pereira Passos para venda de pequenas mercadorias.
Jovem Europa
Conjunto de 4 fontes, inaugurada em 1888, por Mathurin Moreau. Trata-se de um busto representando uma jovem figura feminina, em ferro fundido das Fundições de Val d´Osne, fixado em uma fonte stela também em ferro, de onde, através de uma bica, jorra água. São atualmente quatro peças no centro do parque.
Benjamim Constant
Feita por Décio Vilares e Eduardo de Sá, foi inaugurada em 14 julho de 1926.
O monumento apresenta diversos fatos históricos ligados à pátria e humanidade. No alto, a figura da Humanidade, no centro, a figura de Benjamim Constant e a esposa trazendo a bandeira republicana. O Monumento foi oferecido à cidade pelo Sr. Amaro da Silveira.
Vicente Celestino
Trata-se de representação da cabeça de fisionomia de Vicente Celestino, um agradecimento ao povo carioca. Foi inaugurada em 4 de agosto de 1970 por Tito Bernucci.
Catulo da Paixão Cearense
Trata-se de representação da cabeça de fisionomia de Sinhô, um agradecimento ao povo carioca. Foi inaugurada junto com o monumento Vicente Celestino em 4 de agosto de 1970, também de responsabilidade de Tito Bernucci.
Sereia
É uma escultura de ferro fundido das Fundições do Val d´Osne, França. A peça é da figura de uma sereia segurando em uma das mãos um peixe, de onde jorra água. Feita por Provin Serres, foi, provavelmente, inaugurada junto com o parque em 1888.

 

 
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