FOLHA DO CENTRO - 23 ANOS DE EXISTÊNCIA Edição N° 253 - Outubro de 2017.
COLUNAS
NOTICIAS
FOTOS
SERVIÇOS
PREVISÃO DO TEMPO

Alunas do Dançarte são avaliadas e ganham bolsa em escola profissional

O sonho de se tornar uma bailarina profissional acaba de ganhar um importante capítulo na vida de seis alunas do Projeto Dançarte. A conceituada escola de Ballet ARRJ, na Tijuca, concedeu bolsas de estudo de 100% para as alunas que foram aprovadas em audição realizada pela escola. Ao longo dos seus 12 anos de história, a ARRJ já formou e exportou bailarinos brasileiros para países da Europa e América do Norte.
A Escola é referência no ensino profissional do Ballet. A ARRJ participa de festivais de dança pelo mundo e tem uma parceria com a Central Flórida Ballet, sediada em Orlando, nos Estados Unidos. A escola é dirigida por Ana Palmieri e Rômulo Ramos. Sobre as alunas oriundas do Dançarte, Ana revela que elas possuem chances reais de conquistarem uma carreira internacional. “Aqui não vai ser um lugar para elas fazerem um ballet, ficarem bonitinhas e virarem bailarinas não. Vamos fazer com elas é um trabalho profissional para fora do Brasil, para ingressarem em uma companhia de dança Internacional. O Brasil ainda está engatinhando neste sentido e o mercado fora do país está muito melhor. Hoje nós temos muitos artistas brasileiros maravilhosos que fazem primeiros papéis lá fora”, exalta a diretora.
Em conversa com a Folha do Centro, Ana confessa que as alunas se enquadram perfeitamente nos padrões exigidos para trilharem uma promissora carreira na ponta dos pés. “Primeiramente eu vi um brilho nos olhos delas que eu acho fundamental. Elas estão começando cedo, tem o físico e as pernas bastante alongados e muito talento para chegar lá”, descreve Ana, ressaltando as oportunidades que esperam pelas alunas. “Na Alemanha, por exemplo, existem cerca de 200 companhias de dança. Elas têm um amplo mercado de trabalho lá fora e podem viver muito dignamente como bailarinas” conclui.
A presidente do Projeto Dançarte, Simone Montenegro e a professora Rafaelli Mattos, foram pessoalmente acompanhar o segundo dia de aula das alunas na ARRJ e aproveitaram para agradecer e confirmar a parceria. “Fico profundamente tocada ao ver essas lindas meninas que começaram cedo com a gente no Dançarte, e agora foram aprovadas numa escola profissional tão importante como essa e não vão pagar absolutamente nada. Fico mais feliz ainda ao ver a alegria das meninas e o orgulho que estão dando a nós e a seus familiares”, comenta Simone.
A rotina de aulas das meninas agora ficou mais intensa para alcançar os níveis propostos pela qualificação que estão recebendo. A agora ex-professora das meninas no Dançarte comemora o feito de suas alunas. “Eu acho que isso é o resultado de um trabalho conjunto de todos os professores que passaram pelo Dançarte. É muito gratificante você ser o meio para encaminhar essas crianças para um universo que elas não teriam acesso se não fosse através do Projeto. Agora elas estão mais próximas de vislumbrarem uma carreira profissional. Como professora fico muito feliz em ter acompanhado elas engatinhando no ballet, e agora vê-las voando alto na profissionalização”, orgulha-se Rafaelli. O atual professor das meninas na ARRJ, Davi Chagas, ratifica o talento das ex-alunas do Dançarte. “A base no Projeto foi muito boa porque soube extrair o melhor que as meninas tinham. Elas são bastante disciplinadas, atenciosas e tem um futuro brilhante pela frente”, afirma Davi.
Satisfeita com o desempenho e o potencial das alunas, Ana Palmieri destaca também o papel do Projeto Dançarte, na realização do sonho das meninas. “O Dançarte é fundamental para abrir as portas da dança clássica para as meninas. Se fosse a construção de uma casa, o Dançarte seria a base e as paredes, e nós agora seremos o telhado que irá torna-las excelentes profissionais, devido também ao nosso empenho. O Dançarte consegue as meninas na base e que muitas das vezes não teriam uma oportunidade se não fosse através do Projeto. A importância do Dançarte é tudo, pois oferece o primeiro contato com essa arte”, explica Palmieri.
As alunas aprovadas foram: Alana Carvalho, Andressa Miranda, Dayane de Aquino e Nina da Silva, que já estão recebendo as aulas na ARRJ. Também foram aprovadas na audição as alunas Isabela da Silva e Júlia Santos que começam as aulas no início do ano.

 

 
CAPA
EDIÇÕES ANTERIORES
www.jornalfolhadocentro.com.br
Admin
© 2007- FOLHA DO CENTRO - Todos os direitos reservados. - Desenvolvido por DMS