FOLHA DO CENTRO - 23 ANOS DE EXISTÊNCIA Edição N° 248 - Maio de 2017.
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  Saúde e bem estar  
Existem lições a serem aprendidas dos placebos?

Thomas Mitchinson
A preocupação crescente com pacientes que ingerem remédios em excesso está forçando cada vez mais os médicos a pesquisarem novas abordagens para aliviar o sofrimento. Essa preocupação está até mesmo levando alguns médicos a considerar aquilo que outrora era impensável, ou seja, ministrar placebos a seus pacientes.
É claro que a pesquisa sobre o efeito placebo vem acontecendo há séculos. A pesquisadora em saúde e sanadora cristã do século XIX, Mary Baker Eddy, descreveu seu tratamento em uma paciente com edema. Temendo o uso prolongado e excessivo de sua medicação, Eddy finalmente ministrou pílulas desprovidas de qualquer conteúdo farmacológico ‒ e a senhora continuou a melhorar até que ficou completamente bem.
Mais recentemente, o professor adjunto de medicina na Universidade Harvard, Ted Kaptchuk, realizou um teste com medicamentos clínicos em 270 indivíduos que sofriam de dor extrema. Ele lhes disse que estava conduzindo um estudo comparativo entre a terapia com base medicamentosa e os tratamentos que fazem uso da acupuntura.
A maioria dos seus pacientes relataram alívio real e aqueles que receberam o tratamento de acupuntura relataram resultados ainda melhores. Ironicamente, as pílulas que eles haviam tomado eram feitas de amido de milho e as agulhas da acupuntura eram agulhas falsas retráteis que nunca perfuraram a pele.
Kaptchuk comentou: “Até mesmo pacientes que sabiam que estavam tomando placebos descreveram uma real melhora, relatando mais que o dobro de alívio dos sintomas em relação ao grupo que não recebeu esse tratamento. Essa é uma diferença muito significativa e é comparável à melhora constatada nos testes com os melhores remédios reais para a síndrome do intestino irritável”.
Então, o que isso pode nos informar a respeito dos fatores que achamos que afetam nossa saúde? Eddy se perguntava qual o papel que a mente humana desempenha na cura da doença. Ela escreveu: “A receita médica que é eficaz em um caso falha em outro, e isso se deve aos diferentes estados mentais do paciente” (Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, p. 149). Essa é uma percepção importante para alguém que está focado em encontrar soluções ‒ resultados ‒ em vez de simplesmente examinar metodologias presumíveis.
Recentemente, sofri de uma doença interna muito dolorosa. Ao invés de tomar medicamentos analgésicos, decidi fazer uso de uma abordagem fundamentada na oração para o tratamento como foi desenvolvida por Eddy. Estudei a Bíblia e outra literatura espiritual a fim de imbuir meu pensamento com o poder de Deus. Como consequência, quando comecei a me sentir envolvido na paz e no conforto divinos, a dor desapareceu completamente.
Um dos resultados mais úteis da pesquisa sobre o placebo é que está abrindo a porta para uma consideração sobre abordagens que reconheçam a importância da nossa natureza mental e espiritual em vez de considerarmos apenas a natureza física. À medida que reconhecemos a importância do pensamento para tornar o corpo saudável, faz cada vez mais sentido incluir terapias religiosas, fundamentadas na oração, para a cura da doença.
Thomas Mitchinson é Comitê de Publicação da Ciência Cristã para Illinois, EUA, e escreve sobre a relação entre o pensamento, a espiritualidade e a saúde. Contato no Brasil: Brasil@compub.org

 

 
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